A jornada de 35 anos do acervo baiano que ergueu o maior 'quilombo visual' do país

Fotografias, anos e uma vontade incansável. Lázaro Roberto fundou em 1990 um projeto que hoje documenta a história afro-brasileira de forma única.

Na feira da baiana, ele construiu confiança aos fotografas em mais de um ano de dedicada convivência com os vendedores. O resultado? Imagens icônicas que contam uma história silenciada.

Início e fundação:

Em 1987, Lázaro ingressou num curso de fotografia do Senac em Salvador. Conheceu Aldemar Marques e Raimundo Monteiro. Entre 1988-1994, o Zumví Arquivo Afro Fotográfico foi consolidado com essa mistura irrecusável de olhares e corpos.

Objetivo:

Fotografar pessoas negras em vida cotidiana era mais do que um objetivo. Era uma missão. As imagens documentavam eventos, movimentos sociais e festas populares. Com as câmeras na mão, os três construíram 'zumbis' visuais para a história da Bahia.

Desafios:

Cada imagem registrava um momento histórico diferente. A visita de Nelson Mandela em 1991 e a comemoração dos 300 anos de Zumbi dos Palmares são algumas das 'marcas' do projeto que documenta a resistência negra no país.

Comunidade:

Incentivo à arte, educação política. Nessa escolha estava o objetivo: equilibrar as injustiças raciais através de imagens que mostrassem dignidade e orgulho entre comunidades afro brasileiras.

Perguntas Frequentes

Oque é Zumví Arquivo Afro Fotográfico?

É um acervo que documenta a história da cultura africana no Brasil, composto por mais de 50 mil imagens, criado em 1990 com a missão de aproximar fotógrafos e pessoas negras.

A fundação é a primeira iniciativa deste tipo no país?

Sim. O projeto foi pioneiro na documentação visual da vida afro na Bahia, estabelecendo padrões para acervos de igual porte em todo o Brasil.

Como as imagens impactam a sociedade?

Têm influenciado nos movimentos afro e proporcionando à população negra uma narrativa empoderadora sobre sua histórica luta e resistência.

Conforme informação divulgada por NeoFeed.