Plano estratégico: Vip da América do Sul para manter exportações na China

A Minerva Foods ajusta sua estratégia de exportação para a China, onde enfrenta cota restritiva imposta pelo governo, desviando suas operações na Argentina e Uruguai.

Com um rebalanceamento de mercados, o CEO da empresa, Fernando Queiroz, declara que volumes exportados para a China em 2026 se manterão estables. Vendas para a América do Norte também devem crescer, aponta CFO Edison Ticle.

Conforme informação divulgada por NeoFeed

Minerva Foods enquadra-se neste novo cenário global de alta demanda e cota limitada, promovendo a exportação através da Argentina, Uruguai e Colômbia. O continente asiático totalizou 39% das exportações da empresa nos últimos doze meses, com a China liderando o ranking.

Plano de rebalanceamento global

O mercado chinês representou 32% das exportações no segundo trimestre de 2026. No entanto, há espaço para crescimento na América do Norte, que teve uma participação significativa com 12%.

Crescimento doméstico e pressão por alta do preço

Apesar dos desafios internos, a indústria brasileira prevê maior estabilidade nos preços ao final deste ano. O Ebitda registrou uma queda de 5,5% no segundo trimestre, mas há expectativa de recuperação.

A Minerva reportou um lucro líquido de R$ 196,9 milhões e uma receita de R$ 14,1 bilhões. A alavancagem aumentou para 2,9 vezes no segundo trimestre de 2026, refletindo investimentos em capital de giro.

Perguntas Frequentes

Como a Minerva vai cumprir as novas cotas restritas na China?

Vai desviar volume das operações da Argentina e Uruguai, mantendo volume estables para 2026.

Ressalta Fernando Queiroz, CEO

O Brasil é um destaque em termos de volume. A Austrália, por exemplo, registra subida de preço e redução de volume, o que deve abrir espaço para a América do Sul.

Qual a participação da América do Norte?

No segundo semestre, a participação no mercado chinês deve crescer, atingindo 18%.

Os EUA enfrentam oferta restrita de gado e isso abre espaço para os exportadores sul-americanos no mercado internacional.