Política comercial do Brasil desequilibra economia: entenda os motivos
Nas últimas décadas, o agronegócio brasileiro tem crescido sem parar, enquanto a indústria manufatureira luta para se manter competitiva. Em 2003, durante a VIII Reunião Ministerial da ALCA, essas disparidades já eram visíveis dentro do governo.
Celso Amorim divergia de colegas no Itamaraty e Ministério da Indústria ao querer uma “ALCA light”. Mesmo com o Enterro das negociações em 2004, a política comercial se tornou um apêndice da externa. O resultado? Atualmente, a participação do setor manufatureiro no PIB caiu de 25% nos anos 80 para apenas 10%, enquanto o agro evoluiu.
Competitividade desigual
O agronegócio entrou nas cadeias globais, investiu em tecnologia e conquistou mercados. A indústria, por outro lado, sofre com baixa competitividade, alta carga tributária e falta de modernização técnica.
Impactos econômicos
A queda da indústria tem consequências diretas no mercado financeiro e nas exportações. O agronegócio, por sua vez, se tornou a principal fonte de divisas do país. Essa disparidade exige uma reconsideração do modelo econômico.
Perguntas Frequentes
Quais medidas podem ser tomadas para reativar a indústria?
A modernização das regras de comércio, redução da carga tributária e investimentos em tecnologia são essenciais.
Como a política externa influencia essa situação?
A visão protecionista do governo afasta investimentos estrangeiros na indústria nacional.
O agronegócio está tão invulgar que não precisa de subsídios?
Apesar da competitividade global, os EUA, UE e Japão fornecem massivos subsidios aos seus produtores. O Brasil deve buscar equilíbrio nesse aspecto.
