Aldo Borgia defende tradição sobre expansão global das redes gastronômicas

Roma — Aldo Borgia, bisneto do fundador Ettore Bravi, comanda o restaurante Pommidoro dal 1890. ‘Prefiro trazer o mundo para meu bairro do que levar o Pommidoro para fora’, afirma, à NeoFeed.

Não são empresários visando lucro: a família de trabalhadores. Tradição familiar se manteve inalterada desde os tempos do avô Ettore, que vendia vinho no local.

Alessandra Bravi, filha de Borgia e irmã da proprietária, explica que ‘Mio avô falava pouco. Observava muito. Mas quando Pasolini chegava, os dois passavam horas conversando’.

Histórico ligado a Pasolini?

A morte do intelectual em 1975 é lembrada pelo restaurante, que promove o prêmio Internacional de Arte Literária Omaggio a Pier Paolo Passoi anualmente.

‘Pasolini não é marketing. Nunca existirá aqui um prato ou mesa com seu nome’, afirma Aldo.

Segredo da carbonara?

Rota do território romano, o azeite de famílias de produtores na Sabina serve para finalizar a receita criada por Aldo e sua mulher Anna. ‘A verdadeira ingrediente secreto é a “pasta” produzida aqui mesmo’, destaca Alessandra.

Perguntas Frequentes

O que faz o Pommidoro ser tão especial em Roma?

Local do bairro operário de San Lorenzo, restaurante é passado de geração, mantendo tradição e receitas originais.

A carbonara não muda ano após ano?

Raciocínio lógico: ‘A mudança mais recente foi adaptar alguns ingredientes. Afinal, os produtos existentes hoje são diferentes do que tínhamos antes’, conta Aldo Borgia.

Há planos para modernizar o Pommidoro?

Aldo, ainda na faixa dos 42 anos, vê como meta preservar a tradição. ‘Manter a autenticidade é importante’, ele afirma, ao NeoFeed.