Região movimentou 37,3 milhões de passageiros em junho de 2026, com redução de 2,3% ante o ano anterior, afetando mercados como Brasil e México.

O tráfego aéreo de passageiros na América Latina e no Caribe vivenciou em junho de 2026 sua primeira retração mensal na comparação anual desde 2021. Este dado marca uma mudança significativa em um período de crescimento contínuo para o setor.

Nesse mês, a região registrou a movimentação de 37,3 milhões de viajantes em voos dentro, para e de seus países. Este volume representa uma queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 893 mil passageiros a menos.

A diminuição afetou todos os segmentos do mercado, incluindo voos domésticos, internacionais dentro da região e intercontinentais, conforme informação divulgada por Aero Magazine.

Retração em todos os segmentos do mercado aéreo latino

A queda no volume de passageiros não se limitou a uma única área, mas sim a todos os nichos de voos operados na América Latina. O mercado doméstico, por exemplo, apresentou uma redução de 2,0% no número de viajantes.

Já o tráfego internacional entre os próprios países da região, que conecta diversas nações latinas, recuou em 3,0%. As ligações internacionais com outros continentes também sentiram o impacto, registrando uma diminuição de 2,7% na movimentação de passageiros.

Grandes mercados sentem o impacto da queda de passageiros

Os três maiores mercados aéreos da América Latina – Brasil, México e Colômbia – que juntos respondem por aproximadamente 65% do fluxo regional, foram significativamente impactados. Somados, transportaram 517 mil passageiros a menos no comparativo anual.

O México se destacou entre as principais retrações, perdendo 293 mil passageiros, o que representa uma queda de 3,0%. Esta baixa concentrou-se majoritariamente nos voos internacionais, sinalizando uma mudança nos padrões de viagem.

A Argentina também enfrentou um cenário desafiador, com uma redução de 10,1%, ou seja, 238 mil passageiros a menos. O segmento doméstico argentino foi o mais afetado, com um recuo ainda mais acentuado de 17%.

Panamá e República Dominicana registram crescimento na contramão

Apesar do cenário geral de retração, alguns países da região apresentaram desempenho positivo. O Panamá, por exemplo, registrou um avanço notável de 10,9%, adicionando 187 mil passageiros ao seu fluxo aéreo.

A República Dominicana também mostrou força, com um crescimento de 6,1% e um incremento de 99 mil viajantes. Estes resultados ajudaram a compensar parte das perdas observadas em outras nações.

Ocupação de voos e o balanço do primeiro semestre de 2026

Mesmo com a redução no número de passageiros, a capacidade das companhias aéreas, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), teve um ligeiro aumento de 0,9%. Contudo, a demanda, em passageiros-quilômetro transportados (RPK), caiu 1,0%.

Essa discrepância resultou na diminuição do fator médio de ocupação das aeronaves, que atingiu 81,6%, uma redução de 1,6 ponto percentual. Isso indica que, embora mais assentos estivessem disponíveis, menos foram preenchidos.

Apesar do resultado negativo em junho de 2026, o panorama geral do primeiro semestre do ano ainda se mostra positivo. América Latina e Caribe movimentaram um total de 242,8 milhões de passageiros, acumulando um crescimento de 3,4% sobre o mesmo período de 2025, o que equivale a aproximadamente 8 milhões de viajantes adicionais.

Perguntas Frequentes

Qual foi a queda no tráfego aéreo da América Latina em junho de 2026?

O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe registrou uma queda de 2,3% em junho de 2026, totalizando 37,3 milhões de passageiros. Isso representa 893 mil viajantes a menos em comparação com o mesmo período de 2025.

Quais países foram os mais afetados pela redução de passageiros?

Os países mais afetados pela redução de passageiros foram o México, com uma perda de 293 mil viajantes (-3,0%), concentrada em voos internacionais, e a Argentina, que teve uma queda de 10,1%, ou 238 mil passageiros a menos, com um recuo de 17% no segmento doméstico.

Houve algum país com crescimento no tráfego aéreo em junho de 2026?

Sim, na contramão da tendência regional, o Panamá e a República Dominicana registraram crescimento. O mercado panamenho avançou 10,9%, adicionando 187 mil passageiros, enquanto o dominicano cresceu 6,1%, com 99 mil viajantes adicionais.

Como ficou o balanço do primeiro semestre de 2026 para o setor aéreo?

Apesar da retração pontual em junho de 2026, o primeiro semestre do ano consolidou um crescimento. A América Latina e o Caribe movimentaram 242,8 milhões de passageiros, com uma alta de 3,4% sobre o mesmo período de 2025, o que significa cerca de 8 milhões de viajantes adicionais.