Custo-benefício da tecnologia autônoma ainda não supera o valor das viagens feitas por motoristas humanos, afirma COO Andrew Macdonald.
O futuro dos carros autônomos no Brasil, ao menos para os usuários do aplicativo Uber, ainda está distante. A previsão de chegada dessa tecnologia ao país pode levar “décadas”, segundo Andrew Macdonald, diretor de operações (COO) do Uber e um dos funcionários mais antigos da empresa, no podcast 20VC.
A principal barreira para a implementação dos veículos autônomos em mercados como o brasileiro e o indiano reside no baixo custo da mão de obra humana. As tarifas pagas aos motoristas tornam o trabalho mais competitivo que a tecnologia atual, que ainda é muito cara para ser viável.
Macdonald explicou que a autonomia só se tornará majoritária nas viagens do Uber quando for acessível nesses mercados-chave. Ele ressaltou a lentidão desse processo para o Brasil e a Índia, países que representam uma fatia significativa das corridas globais da plataforma, conforme informação divulgada por Brazil Journal.
O trabalho humano prevalece sobre a tecnologia autônoma
Andrew Macdonald detalhou as razões do atraso, apontando para as tarifas médias dos motoristas nesses mercados. No Brasil, o valor por viagem gira em torno de US$ 3,50 a US$ 4. Na Índia, essa média é ainda menor, entre US$ 2,50 e US$ 3.
“Vai levar décadas para que o custo da tecnologia seja barata a ponto de competir com o trabalho humano nestes mercados”, afirmou Macdonald. Essa realidade contrasta com o cenário de mercados mais desenvolvidos, onde o custo do trabalho humano é mais elevado, favorecendo a pesquisa e o investimento em automação.
Veículos autônomos são minoria nas operações do Uber
Atualmente, os carros autônomos do Uber representam uma parcela ínfima de suas operações globais. A empresa registra cerca de 300 milhões de viagens por semana, enquanto as corridas com veículos autônomos somam "alguns milhões por mês
